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Pensamento
“Nos próximos 20 anos, todo o trabalho dos executivos do planeta será desenvolvido por meio de projetos.” Tom Peters em In search of excelence |
| Profissional Reflexivo: mais uma demanda para o Gerente de Projetos? |
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| Escrito por Armando Terribili Filho |
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O filósofo e professor norte-americano John Dewey (1859-1952) tinha como posição que o aprendizado só ocorre quando há uma situação de “problema real” para ser resolvida. Seu seguidor, orientando em tese de doutoramento Donald A. Schön (1930-1997) afirmava que com base nos conhecimentos teóricos e na experiência prática é possível solucionar um problema passando pelas fases de caracterização da situação problemática, desenvolvimento da sugestão, observação, experimentação, reelaboração intelectual e verificação dos resultados. A fase mais relevante neste processo é a reelaboração intelectual, por se caracterizar pela formulação de novas idéias, cuja riqueza é diretamente proporcional aos conhecimentos, vivência e experiência da pessoa. Se, por um lado, a reflexão na ação pode ser considerada um processo mental quase automático, a reflexão sobre a ação é intencional, exigindo da pessoa pré-disposição e vontade em realizá-la. O conjunto de reflexões sobre a ação é que determina a construção do saber, que pode ser considerada uma conseqüência das reflexões intencionais efetuadas.Neste contexto surgiu o conceito de “profissional reflexivo” com forte viés para o “professor reflexivo” – alvo de críticas e elogios por educadores do país. Em artigo elaborado por mim em co-autoria com Prof. Dr. Paschoal Quaglio da UNESP/Marília, apresentamos e detalhamos seis recomendações para que o docente possa atuar como “professor reflexivo”, que são: Atuando como Gerente de Projetos e estimulado por um estudante de mestrado de Recife que me escreveu recentemente, questionei-me sobre a aderência do conceito de profissional reflexivo para a área de gerenciamento de projetos e validade de exportar as recomendações do mundo pedagógico para o corporativo. Um gerente de projetos vivencia em seu dia a dia os três níveis de reflexão apresentados por Schön: reflexão na ação (praticamente automática), reflexão na ação (quando pensa no que deu certo, no que deu errado, nas reações e motivação da equipe, nos comentários do patrocinador do projeto, etc.) e a reflexão sobre a reflexão na ação, ou seja, quando estabelece o seu “lessons learned” (lições aprendidas) dos projetos – sejam documentadas ou não. Quanto às seis recomendações (anteriormente enumeradas), se substituirmos o contexto de professor, aluno, ação educativa, prática pedagógica, sala de aula e aprendizado, por respectivamente, gerente de projetos, integrantes da equipe do projeto, dia a dia do projeto, prática do projeto, ambiente organizacional e execução das atividades, poderemos verificar que há a aderência é total: 1. Faça uma reflexão sobre as estruturas e valores da instituição na qual atua. |



